Direito Ambiental Experience 2025: o evento que parou o setor ambiental

Entre 28 e 30 de agosto de 2025, o Majestic Palace Hotel, em Florianópolis, recebeu a 3ª edição do Direito Ambiental Experience (DAE), com o slogam “O Progresso Nunca Foi Inimigo do Meio Ambiente”.

Foram três dias de imersão total, com plenárias, oficinas e workshops desenhados para quem vive os dilemas ambientais no dia a dia — do gestor público ao advogado, do técnico ao empreendedor.

Foi uma realização conjunta do Instituto de Direito Agroambiental (IDAM) e da ADV Ambiental, o encontro reforçou a proposta do ecossistema: unir conhecimento aplicado, networking de alto nível e experiências marcantes em um único lugar.

A progamação completa do Direito Ambiental Experience 2025 você encontra AQUI.

O que fez o DAE 2025 diferente

O DAE não é um congresso tradicional. A grade combinou visão estratégica na plenária com trilhas simultâneas focadas em como fazer (oficinas) e o que fazer (workshops).

No total, a programação contemplou 18 palestras, 14 oficinas, 12 workshops e 5 sessões de Talks — formatos curtos em que profissionais convidados compartilham casos reais e lições aprendidas.

O público do evento é amplo e formado por advogados, servidores públicos, técnicos, estudantes e profissionais de áreas correlatas que atuam ou pretendem atuar com meio ambiente.

As experiências foram um capítulo à parte: coquetel de abertura com open chopp e DJ, show surpresa para quebrar o gelo no segundo dia, coffee breaks, carrinho de pipoca, show de encerramento + DJ + coquetel e, para fechar, happy hour no Armazém Rita Maria, no Centro de Florianópolis. Tudo pensado para acelerar conexões que viram projetos, parcerias e soluções.

A curadoria trouxe nomes de peso. O biólogo e apresentador Richard Rasmussen levou ao palco uma leitura direta sobre biodiversidade e conservação alinhada à realidade brasileira.

Entre os grandes nomes do Direito Ambiental, destaque para Eduardo Fortunato Bim, Marcelo Buzaglo Dantas e Werner Grau, que somaram densidade técnica e visão pragmática às discussões.

Talks, foco na prática e orientação aos palestrantes

Os Talks — Histórias de Sucesso foram intercalados à programação principal. Em cada sessão, profissionais subiram ao palco para contar, em cinco minutos, um caso real: o problema, o caminho, o que funcionou, o que não funcionou e o aprendizado que fica. Ritmo vivo, direto ao ponto, sem currículo, com verdade e utilidade.

A organização também alinhou com todos os palestrantes uma premissa clara: conteúdo aplicável. Checklists, fluxos, modelos e passos concretos eram incentivados para que o participante saísse do evento sabendo “o próximo passo”.

Foi disponibilizado ainda padrão de slides para o telão, cronômetro em palco e logística de bastidores enxuta — detalhes que fazem a experiência fluir.

Ainda dentro das “experiences”, após o evento, todos os participantes e palestrantes receberam o acervo de fotos em alta resolução com reconhecimento facial para localizar suas imagens e postar em suas redes sociais.

Os associados do IDAM estiveram entre os palestrantes

Os associados do Instituto de Direito Agroambiental – IDAM foram entrevistados pela assessoria de imprensa e, todos, destacaram um pilar importante do DAE: prática, conexão e coragem para fazer diferente.

Alfredo Bertunes palestrou sobre Regularização de Áreas Rurais e Levantamento de Embargos, e reforçou que “Quando mostramos o passo a passo — da leitura do auto ao pedido de levantamento — o produtor entende que dá para sair do labirinto. A sala lotada provou que o Brasil quer solução, não palco.”

Cláudio Farenzena, à frente da organização do evento, lembrou que “O DAE nasceu para tirar o tema ambiental da bolha e colocá-lo onde a vida acontece: na prática. Aqui a gente conversa, discorda, testa, melhora — e volta para casa com trabalho para fazer.”

Diovane Franco também à frente da organização e palestrante desta edição com o tema Quem vigia o vigilante?, ressaltou que “O Direito Ambiental forte não se faz com espetáculo. Se faz com critério, prova e diálogo entre fiscal, gestor, advogado e juiz. Ver essa mesa cheia dos dois lados me dá esperança.”

Eduardo Brasil abordou um tema importante que é o calo de muitos profissionais: Precificação de serviços jurídicos e técnicos. Na visão dele, “Muita gente entrega ouro e cobra bronze. Colocamos números no quadro, mostramos como formar preço — e dá para sentir a virada de chave na hora.”

Lucas Dantas palestrou com o tema Game changer no penal ambiental, e lembrou que “O processo penal ambiental assusta menos quando você enxerga o mapa: do inquérito aos acordos, onde estão as brechas e onde estão os riscos. Foi isso que a gente destrinchou.”

Mateus Stallivieri abordou o tema Direito Ambiental do Medo e foi assertivo ao dizer que “Aplicar a LINDB é antídoto contra decisões erráticas. O recado foi simples: segurança jurídica é boa para a natureza e para quem empreende.”

Miguel Gualberto tratou do tema Regularização fundiária rural na prática e lembrou que “Passivo não é sentença de morte. Com técnica e método, vira oportunidade de destravar produção com responsabilidade.”

Nelson Tonon entrou no tema que foi objeto do seu recente mestrado, Medidas cautelares e prazos prescricionais. Para bem destacou, “Detalhe processual decide causa. Quando o pessoal viu a régua de contagem de prazo e as pegadinhas mais comuns, muita luz acendeu.”

Taline Sala Mota ensinou a prática jurídica de elaboração de Petições em ações anulatórias e ACPs lotando a sala. “Levei modelos, checklists e fluxos. O retorno foi imediato: ‘É isso que eu precisava para segunda-feira’. Esse é o espírito do DAE.”

O DAE é uma realização do IDAM e da ADV Ambiental, parceria que sustenta a visão do evento: unir as pontas do sistema (público e privado), fomentar conteúdo aplicável e fortalecer a Comunidade Ambiental ao longo do ano.

Por dentro da grade: recortes que valem registro

Na plenária central, o palco virou ponto de encontro entre ciência, gestão e contencioso. Eduardo Bim provocou a plateia sobre a linha fina entre dano e impacto ambiental, trazendo o olhar do enforcement e das responsabilidades, enquanto Richard Rasmussen conectou biodiversidade e produção com histórias que aproximam campo e cidade.

A mesa “Quem vigia o vigilante?”, com Diovane Franco e Werner Grau, elevou o debate ao nível das decisões difíceis — onde técnica, direito e política se cruzam.

As oficinas seguiram o espírito “mão na massa”. No DAE, oficina é para aprender o como fazer: passo a passo, checklist e próximo movimento definidos.

A programação trouxe, entre outras, estruturação de defesas em ações civis públicas e contra execução fiscal de multa ambiental, além de temas práticos como REURB e perícia — sempre com aplicação imediata.

Nos workshops, a régua foi “decisão com estratégia”. Teve ataque/defesa em ações cíveis ambientais, licenciamento “sem mistério”, mineração 360° do projeto à operação e o uso de IA para ganhar tempo e reduzir omissões na prática jurídica — conteúdo para sair da sala com rumo claro.

Em conjunto, esses recortes mostram a proposta da grade: combinar visão de alto nível com métodos replicáveis no dia seguinte — e dar segurança para decidir melhor, com técnica e senso de realidade.

E agora?

Nos dias 29, 30 e 31 de outubro de 2026, o Majestic Palace Hotel, em Florianópolis, volta a ser o ponto de encontro entre quem decide, executa e defende o meio ambiente no Brasil.

E o timing não podia ser melhor: 2 de novembro cai numa segunda-feira. Ou seja, dá para vir ao DAE 2026 no meio da semana, esticar o feriado e aproveitar uma cidade com 42 praias, a poucos quilômetros de Balneário Camboriú. Quem ainda não conhece a região, ganha um pretexto dos bons.

E tem escala: o DAE 2026 abre com 6 salas simultâneas, previsão de 95+ palestras e 130+ palestrantes — além das mentorias, momentos de convivência e aquele clima que faz o networking acontecer sem esforço. É conteúdo que respira realidade, com quem assina, julga, fiscaliza, empreende e transforma.

Ou seja, em cada ano, o DAE é diferente, surpreende e ganha um desenho pensado para quem precisa de conteúdo prático e conversa certa. Serão 6 espaços simultâneos no Majestic: a Plenária Principal e três trilhas técnicas, além de duas salas exclusivas de mentoria com palestrantes.

  1. Plenária Principal — O coração do evento. Aqui sobem grandes nomes, não só do Direito Ambiental. Gente do direito, da ciência, da gestão pública, da economia e da tecnologia compartilha visão de futuro sem perder o pé no chão. O tom é direto: temas espinhosos, dados na mesa e caminhos de decisão.
  2. Sala para Advogados — Feita para quem litiga, assessora e negocia. Processo administrativo sancionador, contencioso cível e penal ambiental, execuções fiscais, acordos, peças e estratégias. Materiais práticos, checklists e modelos para sair com o próximo passo definido.
  3. Sala para Técnicos Ambientais — Licenciamento, monitoramento, planos e relatórios, gestão de condicionantes, perícia, geotecnologias, indicadores e boas práticas de campo. Conversa entre quem mede, assina, entrega e responde pelos resultados.
  4. Sala para Servidores Públicos — Governança e tomada de decisão à luz da LINDB, fiscalização, pareceres, autos e defesas, REURB, desenho de fluxos e priorização. Olhar para eficiência, segurança jurídica e serviço ao cidadão.
  5. Mentorias Exclusivas (2 salas) — Sessões em grupos reduzidos, olho no olho com palestrantes. Espaço para perguntas diretas e validação de caminhos.

A ideia é simples: você monta sua jornada. Pode acessar todas as salas, ficar numa trilha o dia inteiro ou circular entre salas conforme o seu momento profissional. Enquanto isso, a Plenária reúne a comunidade nos pontos altos da programação, conectando o que acontece nas trilhas com o debate maior do país.

As inscrições para o Direito Ambiental Experience 2026 já estão abertas e com um valor promocional de 1º Lote. Aproveite e nos vemos em 2026.

Fazer inscrição para o Direito Ambiental Experience 2026

 

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